
Curso de Formação: Música de Intervenção – Protagonistas do Canto de Intervenção
Registo de acreditação: CCPFC/RFO-11514/00
O presente Curso de Formação é acreditado para os destinatários referenciados pelo CFAE – MINERVA, relevando para a progressão em carreira de Professores dos grupos de recrutamento 250 e 610 e ensino especializado M1 ao M36 e M38, na redação do artigo 9ª do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica).
Destinatários: Professores do Ensino Especializado M01 – M36 e M38; Professores Cód. 250 e 610
Modalidade: Curso de Formação
Duração: 25 horas
Regime: E-Learning
Plataforma: Zoom
Período de inscrição: até 31 de janeiro de 2026
Início: 07 de fevereiro de 2026
Formador: António Cardo
Custo: 75,00€
Nota: Em caso de desistência devidamente comunicada antes do início do curso de formação, a Rubato | academia de artes reserva-se o direito de reter 20% do valor da inscrição, a título de encargos administrativos. Após o início do curso de formação, não haverá lugar a qualquer reembolso do montante pago, independentemente do motivo invocado.
Objetivos da Ação de Formação:
Este curso de formação pretende ser um contributo para um melhor conhecimento de obras musicais onde a música de protesto tem acompanhado a humanidade desde que a arte se tornou um meio de expressão colectiva. Em diferentes épocas e culturas, músicos e compositores utilizaram a música como veículo de contestação social, denúncia de injustiças e afirmação de ideais de liberdade. Desde os cânticos revolucionários europeus do século XVIII e XIX, passando pelos espirituais afro-americanos, pelo Folk de intervenção dos anos 60 ou pelo Rap contemporâneo, a música de protesto tem sido uma voz alternativa que desafia poderes estabelecidos e dá forma ao descontentamento popular.
Em Portugal, esta tradição assume particular relevância. Durante o Estado Novo, a censura e a repressão política criaram as condições para o surgimento de uma poderosa corrente de música de intervenção, onde vários artistas desempenharam um papel central. As canções tornaram-se instrumentos subtis – ou explicitamente claros – de resistência, mobilizando consciências e fortalecendo o espírito democrático.
É também importante dar a conhecer o resultado de investigações que têm sido efetuadas por musicólogos, nestes últimos anos, que se referem às obras compostas com este intuito, tantas vezes ouvidas de forma superficial mas cheias de conteúdo político e de protesto.
O Curso de Formação proposto permitirá aos docentes, independentemente do seu instrumento, poderem fazer uma abordagem na sua disciplina menos centrada somente na componente técnica mas podendo, paralelamente, contextualizar musicologicamente melhor os conteúdos abordados com os seus alunos.
Após este Curso de Formação os docentes estarão munidos de um maior conhecimento de repertório e de compositores que escreveram especificamente com estes intuitos tendo compreendido todo o simbolismo contido nestas músicas.
Conteúdos do Curso de Formação:
MÓDULO 1 – Conceitos de “Música de Intervenção” e/ou “Música de Protesto” (4 horas)
- Conceitos de música de intervenção e de protesto
- Enquadramento histórico da música de intervenção (da Idade Média à atualidade)
- Referências institucionais: Instituto de Etnomusicologia e Observatório da Canção de Protesto
MÓDULO 2 – As canções mais emblemáticas do movimento revolucionário em Portugal e os seus autores (4 horas)
- Principais autores da música de intervenção em Portugal
- Enquadramento histórico e social das obras
- Significado e impacto das canções emblemáticas
MÓDULO 3 – A canção Política em Portugal e no Mundo (4 horas)
- Principais movimentos políticos e revolucionários
- A canção de protesto em diferentes países
- Autores e obras representativas
MÓDULO 4 – Fernando Lopes-Graça e “Marchas, Danças e Canções” (4 horas)
- Breve biografia e vertente política de Fernando Lopes-Graça
- Análise da obra “Marchas, Danças e Canções” e poetas envolvidos
- Impacto da obra na carreira do compositor
- Principais obras corais da coletânea
MÓDULO 5 – Fernando Lopes-Graça e “Marchas, Danças e Canções” (4 horas)
- Exemplos históricos de música de protesto: J. Haydn e a “Sinfonia do Adeus”
- Dmitri Shostakovich: sinfonias de guerra e obras censuradas
- Canções de escárnio e maldizer
- Referência à obra “A Arte e a Revolução” de Richard Wagner
MÓDULO 6 – Avaliação (5 horas)
- A avaliação será feita através de um trabalho proposto de acordo com a área de formação do avaliando.
Cronograma da Ação de Formação:

Para efeitos de Certificação terá de CRIAR CONTA na Plataforma do CFAE – MINERVA em https://minerva.cfae.pt
